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Logística, combustíveis e máquinas lideram os gastos das empresas brasileiras em 2025

Logística, combustíveis e máquinas lideram os gastos das empresas brasileiras em 2025

As compras corporativas no Brasil continuam concentradas em setores diretamente ligados à operação e ao funcionamento diário das empresas. Um levantamento recente mostrou que apenas seis categorias representam metade de todo o volume financeiro movimentado entre empresas no país.

Segundo dados divulgados pela InfoMoney, com base em um estudo da Qive, combustíveis e derivados de petróleo lideram os gastos corporativos, somando mais de R$ 233 bilhões em transações ao longo de 2025.

Logo atrás aparecem veículos e autopeças, máquinas industriais, materiais elétricos, produtos farmacêuticos e bebidas. Juntas, essas categorias concentram cerca de 50% de todas as compras analisadas no levantamento.

A operação das empresas está cada vez mais dependente da logística

O estudo deixa claro um movimento importante do mercado: boa parte do orçamento corporativo está voltada para manter a operação funcionando com eficiência.

Combustível, transporte, abastecimento, distribuição e infraestrutura seguem sendo prioridades para empresas de diversos segmentos, principalmente varejo, indústria e serviços.

Isso ajuda a explicar por que áreas ligadas à logística continuam ganhando relevância estratégica dentro das organizações. Não se trata apenas de transporte de mercadorias. Hoje, logística envolve previsibilidade, controle de custos, gestão de estoque, velocidade operacional e inteligência de abastecimento.

Em setores como varejo e distribuição, por exemplo, atrasos ou falhas operacionais impactam diretamente vendas, margem e experiência do cliente.

Varejo e indústria puxam o volume de compras

O varejo foi o principal responsável pelo volume financeiro movimentado nas compras corporativas brasileiras, seguido pela indústria.

Isso mostra como a cadeia de abastecimento continua fortemente conectada entre fabricantes, distribuidores e empresas que atuam na ponta.

Outro dado relevante é que os produtos farmacêuticos lideraram em quantidade de notas fiscais emitidas, indicando uma alta recorrência operacional, mesmo sem ocupar a primeira posição em valor financeiro total.

Tecnologia e controle financeiro ganham ainda mais importância

Com um volume tão alto de transações e documentos fiscais circulando diariamente, empresas vêm sendo pressionadas a melhorar processos internos e ganhar mais controle sobre compras, fornecedores e pagamentos.

O próprio estudo aponta que eficiência operacional e gestão financeira devem se tornar fatores ainda mais estratégicos nos próximos anos, especialmente diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.

Na prática, isso significa que empresas precisarão investir cada vez mais em organização de dados, automação de processos, controle fiscal e integração entre setores.

Além da redução de custos, a tecnologia passa a ter papel central na tomada de decisão, ajudando gestores a entender padrões de compra, prever demandas e evitar desperdícios.

Um cenário que exige mais previsibilidade

O crescimento da complexidade operacional vem mudando a forma como empresas enxergam suas compras corporativas.

Hoje, não basta apenas comprar melhor. É preciso entender onde estão os maiores gastos, quais áreas concentram mais recursos e como tornar a operação mais previsível.

O levantamento analisou mais de 183 milhões de notas fiscais emitidas por 2,67 milhões de empresas brasileiras, movimentando cerca de R$ 1,6 trilhão em transações.

Os números reforçam uma tendência clara: logística, mobilidade e infraestrutura continuam no centro da economia corporativa brasileira.